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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Imóveis da ‘nova Barra’ terão valorização de 50% com Rio 2016, prevê mercado...


Região já registra aumento na procura por empreendimentos.
Área vai sediar metade das competições olímpicas.
Daniella ClarkDo G1, no Rio
Uma “nova Barra” emerge na Zona Oeste do Rio, a reboque dos Jogos de 2016. A região vizinha ao Autódromo de Jacarepaguá vai sediar metade das competições e registrou aumento na procura por imóveis já no fim de semana seguinte à escolha da cidade como sede das Olimpíadas.

Com os projetos de novos estádios e instalações – aliados às promessas de melhoria de infraestrutura e transporte – a previsão do mercado é que os imóveis ali tenham uma valorização de até 50% acima da inflação, em cinco anos.

A estimativa é do presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Alexandre Fonseca. Segundo ele, a carência de terrenos na Zona Sul e a favelização presente em muitas áreas da Zona Norte fazem com que a região da Barra e de Jacarepaguá seja responsável hoje por 70% dos lançamentos imobiliários do Rio. 

“O Rio é uma cidade bem populosa e geograficamente pequena. E o carioca gosta de morar perto da praia. Ali, com certeza, é hora de comprar para investir”, diz Fonseca.

Ampliar FotoFoto: Reprodução/Google Maps

A região fica entre a Barra e Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio: proximidade da praia, de shoppings e da Linha Amarela (Foto: Reprodução/Google Maps)

Barra ou Jacarepaguá?
A região que vai abrigar a vila olímpica e os centros de mídia e convivência dos Jogos, na verdade, está mais para Jacarepaguá, mas passou a ser chamada de Barra da Tijuca por corretores e empreendedores antes mesmo do Pan de 2007 para valorizar o metro quadrado local.

“É até uma controvérsia. A gente não sabe o que é ainda: Barra da Tijuca ou Jacarepaguá? Eu imagino que isso vai ter uma independência sim no futuro. Uma nova Barra, ou algum outro nome”, conta o analista de sistemas Ricardo Alexandre Coelho de Andrade, de 34 anos, que mora na região com a família desde 2007.

Nascido e criado em Bangu, também na Zona Oeste, Ricardo enxergou ali uma oportunidade de morar num lugar com potencial de valorização e crescimento. Acertou em cheio: em dois anos, o valor de seu imóvel valorizou quase 35%, passando de R$ 156 mil para R$ 210 mil. 
Mas nem tudo são flores: a carência de transporte público fez com que tivesse que comprar uma moto para ir trabalhar, além de matricular seu filho num bairro vizinho. Dos Jogos de 2016, ele espera não só a melhoria dessa infraestrutura, como um legado a ser usado pela população. 


“O Maria Lenk (parque aquático erguido para o Pan) é até uma tristeza estar parado. Mas a gente espera, e a esperança nunca morre, que o legado seja reaproveitado no futuro, e mais ainda o legado de 2016, que vai ser muito maior”, afirma.

Migração de outros bairros do Rio
Segundo Leonardo Schneider, vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-RJ), há hoje uma migração de cariocas para a região, vindos principalmente da Tijuca, na Zona Norte, e Méier, no subúrbio, e até da Zona Sul, atraídos por condomínios com maior área de lazer.


“Ali existe o projeto de construção de um shopping tão grande como o Barrashopping (um dos maiores da Barra), além de condomínios comerciais. Há um grande potencial de investimento, de mudança na região, que já começou e tende a acelerar com a olimpíada”, afirma.

Aumento na procura
A abundância de terrenos nessa “nova Barra” faz a diferença. Diversas construções transformam o local em um grande canteiro de obras, para felicidade dos corretores, que agora têm a ajuda dos Jogos para vender seu peixe.


“A nossa expectativa é que aumente mais de 50% a nossa venda”, diz a corretora Vânia Santoro.


Já Milena Machado Viana, esposa de Ricardo, que apostou suas fichas ali muito antes do Comitê Olímpico Brasileiro pensar em eleger o Rio, vai assistir aos Jogos de camarote - ou quem sabe até ter algum lucro:


“Todo mundo diz: em 2016 estamos lá com vocês! Aí a gente brinca: ah não, vamos alugar”.

Brasil Brokers unifica marca de suas imobiliárias


BARRA (DA TIJUCA) PESADA.


Jornal do Commercio, Confidencial, 07/set
A Barra da Tijuca foi a região que registrou maior valorização nos preços de locação de imóveis corporativos de alto padrão do Rio. No segundo trimestre, o valor médio do metro quadrado fechou em R$ 104 ao mês, crescimento de 58% ante o mesmo período do ano passado, segundo pesquisa da consultoria americana Cushman & Wakefield. De todo o estoque de escritórios de luxo entregue no primeiro semestre no Rio, o equivalente a 76 mil m², 52% estão na Barra. Para Mariana Hanania (foto), gerente da consultoria, tais números surpreendem. E explica: "No primeiro semestre de 2010, nenhum metro quadrado foi entregue na Barra.
Ainda temos algumas unidades comerciais disponíveis na Barra da Tijuca, Recreio e Jacarepaguá, faça seu cadastro em meu site comercial www.marceloastuto.com.br e solicite a disponibilidade real, tenho acesso em tempo real á quase todos os lançamentos imobiliários nestas áreas!  
Eu poderia lhe dizer que meu atendimento é diferenciado, mas descubra por si mesmo. Mais cedo ou mais tarde, você vai perceber mais profundamente as vantagens desta escolha. Eu não sei se esta é a grande oportunidade que vai mudar sua vida, estou lhe ajudando, oferecendo boas oportunidades. É fácil negociar quando as duas partes sabem o que querem, não é? Para mim você não é mais um cliente a ser atendido, meu cliente é único!

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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Valorização dos imóveis no RJ não é especulação, afirma Schneider!


Leonardo Schneider, vice-presidente do Secovi RJ
Muito se fala na valorização dos imóveis na cidade do Rio de Janeiro depois que a cidade foi anunciada como sede da Copa do Mundo em 2014 e Olimpíadas em 2016.  Alguns especulam o surgimento de uma bolha imobiliária, teoria que o vice-presidente do Secovi Rio Leonardo Schneider descarta.  Para ele, a valorização dos imóveis não está sendo causada por aumentos artificiais de preços, mas sim por “fatores estruturais e conjunturais”. Os fatores estruturais, segundo ele, são o alto déficit habitacional e a escassez de terrenos para construção de novos empreendimentos imobiliários em algumas regiões do Rio de Janeiro, principalmente na zona sul do município. Os grandes eventos que a capital fluminense irá receber nos próximos anos são apontados por Leonardo Schneider como os fatores conjunturais que vêm pressionando o aumento de preços dos imóveis.
Segundo Schneider, além dos tradicionais Ipanema e Leblon, alguns outros bairros que têm maior potencial de valorização são Gávea, Jardim Botânico e Tijuca. Barra e Jacarepaguá poderão se valorizar, mas a condição é que esses bairros tenham mais opções de transporte.
Aproveitamos para perguntar sobre a valorização de Ipanema em relação ao Leblon. Uma recente pesquisa do mercado imobiliário do Rio de Janeiro realizada pelo Agente Imóvel constatou que Ipanema ultrapassou o Leblon como o bairro mais valorizado da cidade, em fevereiro deste ano. Schneider responde que isso pode ter acontecido devido ao histórico do bairro do Leblon, que há muito já é um dos bairros mais cobiçados da capital carioca. “Ipanema tem mais ‘espaço’ para valorização do que Leblon, que já se entra valorizado há algum tempo”, responde ele.
Veja abaixo a entrevista na íntegra:
Agente Imóvel - O forte crescimento na valorização no Rio indica o surgimento de uma bolha imobiliária?
Schneider - Não. No caso do Rio de Janeiro, acreditamos que os preços estão subindo devido a dois fatores estruturais e dois fatores conjunturais. Os fatores estruturais são: 1) o déficit habitacional que é extremamente alto em todo o Brasil, incluindo o Rio de Janeiro e 2) A falta de terrenos para construção em algumas regiões da cidade, principalmente na zona sul. Já os conjunturais são, fundamentalmente: A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Podemos notar que estes fatores influenciam fortemente o mercado imobiliário, causando uma explosão na demanda, ao mesmo tempo em que a falta de terrenos na zona sul e em alguns bairros da zona norte limita a criação de novas ofertas de imóveis. Sendo assim, temos uma pressão grande nos preços que é causada fundamentalmente por um desequilíbrio entre oferta e demanda, e não por aumentos artificiais de preços.
- Resultados de pesquisas do Agente Imóvel, em parceria com Ética Imóveis e Lopes, indicam que o valor médio por metro quadrado em Ipanema chegou, por alguns dias, a ultrapassar o do Leblon. As estatísticas do Secovi confirmam essa informação? Se sim, o que pode ter causado a maior valorização dos imóveis em Ipanema?
É diícil responder, pois não sabemos qual foi a metodologia nem a amostra utilizada na pesquisa mencionada. O que podemos afirmar é que historicamente o Leblon já vinha apresentando grande valorização, e que o que pode estar acontecendo é que Ipanema tem mais “espaço” para valorização do que Leblon, que já se entra valorizado há algum tempo.
- Em sua opinião, quais bairros no estado do Rio tendem a se valorizar mais no futuro próximo e por quê?
Acreditamos que os bairros que terão maior valorização são os bairros da Zona Sul, que têm apresentado grande valorização em face do desequilíbrio entre oferta e demanda, como Gávea e Jardim Botânico, e bairros com UPPs (ex. Tijuca). Também devemos mencionar que alguns bairros podem ter uma valorização ainda mais expressiva do que vêem tendo caso problemas de transporte sejam, resolvidos, como Barra e Jacarepaguá.
- O quanto a realização da copa do mundo e olimpíadas no Rio de Janeiro tem causado a valorização dos imóveis? Comprar imóveis no Rio de Janeiro é um bom investimento atualmente ou eles já estão super valorizados?
Com certeza estes eventos estão influenciando o mercado imobiliário, e a tendência é que esta influência se acentue ainda mais, a exemplo do que ocorreu, por exemplo, com Barcelona. Porém é difícil quantificar a valorização que é devida exclusivamente por estes eventos, pois como dissemos anteriormente, estes eventos causam pressões na demanda que são acentuadas por outros fatores mencionados acima.
Acreditamos que o preço continuará subindo, e que comprar o imóvel certo pode ser um excelente investimento. Mas para tanto é importante que o comprador esteja bem informado e, desta forma, ser assessorado por uma boa empresa do segmento pode ser muito importante